É preciso ensinar a Ler

neuronios

A alfabetização começa na fala e na escuta.Mas se falar é uma to natural,ler é uma questão cultural, “socialmente induzida” e que precisa ser ensinada. Se fosse possível aprender a ler de forma “natural” como se aprende a falar, não haveria falantes analfabetos.

A neurociência tem contribuído muito para o campo da educação, principalmente a alfabetização. Como professora sempre defendi e, porque não dizer, briguei muito para a utilização do método fônico no processo de alfabetização dos meus pequenos bilíngues ( no Brasil isso é quase uma heresia). Como autora de material didático e uma das desenvolvedoras do Currículo bilíngue da Focus,fomos os primeiros a adotar e incluir o método na construção de nosso material no Brasil. Deixamos de fechar inúmeros contratos com escolas simplesmente porque estávamos mais preocupados em ensinar nossos alunos a ler e escrever ( já que a fala viria naturalmente) do que em “agradar” esta ou aquela metodologia.

Fomos os primeiros a trazer e a adotar em nossas escolas parceiras a mesma metodologia e material utilizado no Reino Unido como complementação do programa BumbleBee que vem sendo desenvolvido desde a Educação Infantil.

Agora, o mesmo se repete com desenvolvimento do Currículo do Português Língua de Herança ( Coleção Brasil A-Z). Mais uma vez estamos lançando mão da abordagem fônica, agora para ensinar Português aos brasileirinhos que vivem longe do Brasil e também aqueles que estão retornando. Não, não trabalhamos “apenas” sons isolados. Não, não adotamos “apenas” um único método ou metodologia. Buscamos o que há de melhor nos melhores sistemas educacionais do mundo e pegamos o que funciona, o que já foi testado, comprovado. Não precisamos inventar a roda todos os dias. Compartilhamos ideias, buscamos soluções e aprendemos com quem já fez.

” Você pode até achar que a leitura é um ato quase automático. Mas seu cérebro não acha…Todas as crianças, seja qual for a língua, encontram dificuldades para aprender a ler. Estima-se que 10%, quando adultas, não dominam a compreensão de texto”, afirma o matemático e neurocientista francês Stanilas Dehaene,diretor da Unidade de Neuroimagem Cognitiva, em Paris.

Desta forma, existe então um sistema de alfabetização mais eficaz para nosso cérebro?

Sem dúvida. Em vez de focar os esforços no ensino das unidades visuais, é preciso mudar para unidades auditivas. Sons, fonemas. Jogos fonológicos podem auxiliar, desde pequena, a criança a reconhecer palavras. É preciso ajudar a criança a identificar os diferentes sons que compõem uma palavra para só depois fazê-la compreender que as letras representam esses sons. Depois disso é que a criança estará pronta para juntar as letras. Desconfio de cartilhas muito coloridas e bonitas, cheias de desenhos e pouco texto, assim como cartazes desenhados nas paredes da escola que trazem as mesmas letras na mesma posição o ano inteiro. Existe um risco enorme de os alunos – em geral, os mais brilhantes – memorizarem as posições fixas de cada palavra ou a aparência da página. Dão a impressão de saberem ler, mas não sabem.”

Você pode ler a matéria na íntegra aqui ou comprar o livroaqui e aqui

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