What does it mean to be …Brazilian?

brasil

Acabo de retornar de NY onde tive o privilégio de participar da “I Conferência para professores e demais envolvidos com o Português como Língua de Herança”. Foi maravilhoso ver tantas iniciativas juntas debatendo, discutindo, criando e, principalmente, divulgando o Português do Brasil como Língua de Herança.

É duro também constatar que parece que estamos apenas no início desta longa caminhada e em muitos momentos nos achamos lutando sozinhos, sem apoio quando tanto ainda precisa ser feito.

Voltei com várias certezas e muitas dúvidas. Por isso, gostaríamos de ouvir dos que estão fora :

O que significa ser brasileiro, para você? Ser brasileiro no Brasil é, de alguma forma, diferente de ser brasileiro em outro país? E seus brasileirinhos, você mantém apenas a língua ou a cultura brasileira no coração deles?

A ideia aqui é entender melhor o que é ser brasileiro a partir do ponto de vista daqueles que não estão mais no país mas carregam na alma e no coração o sentimento de ser brasileiro.

Participe, divulgue, dê a sua opinião.

17 comentários (+add yours?)

  1. Miguel Marcondes
    Jun 02, 2014 @ 12:15:13

    Sou Miguel, tenho 13 anos, morei na Florida por dois anos e posso dizer que, certamente, existe uma grande diferença de personalidade, entre povos de culturas e passados distintos.

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    • focuseducacional
      Jun 03, 2014 @ 12:54:07

      Oi,Miguel
      Com que idade você foi para a Flórida? Durante o tempo que morou lá, como ficou o uso do Português? Você e sua família utilizavam em casa? E na volta ao Brasil, como foi essa adaptação? Seria ótimo se você pudesse nos contar a sua impressão a respeito dessa experiência.

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  2. Viviane Moraes
    Jun 02, 2014 @ 13:13:41

    Sou brasileira e vivo em Madrid, Espanha, há seis anos. Ser brasileira às vezes significa ser vítima de estereótipos, o que faz com que nos afastemos da cultura brasileira. Não gosto de samba, pagode, nem de carnaval, não sou magrinha nem morena, e quando dizem “mas então você não é brasileira de verdade”, isso magoa. Magoa porque, sim, sou brasileira, como vários outros brasileiros que não se conformam nesse estereotipo. Sim, sou brasileira, porque nasci lá e sei o que é goiaba comida do pé e Praia Grande no feriado. Mas aqui isso não importa, porque a imagem brasileira é deturpada. Então, sinceramente, às vezes não me identifico como brasileira e me apoio na minha dupla nacionalidade.

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  3. vera rocha
    Jun 03, 2014 @ 10:05:36

    me sinto mais ou menos como a viviane moares. nunca fui muito patriota.trabalhava com escola e criancas mais pobres no brasil e via muita injustica.isto te deixa meio longe dos cliches sobre o brasil.moro ha 15 anos longe do brasil ,vivi em 3 paises diferentes e sou do tipo camaleao: me adapto onde estiver. procuro entender e respeitar a cultura dos paises que me acolhem.

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  4. Joao
    Jun 03, 2014 @ 12:40:23

    49 anos de idade, nasci e cresci no Rio, moro em NYC ha 31 anos. Nova Yorque é uma cidade de expatriados. Então ser um Brasileiro aqui é como ser qualquer outro novaiorquino. Sim, sou Brasileiro, mas todas as vezes que vou ao Brasil, me sinto um estrangeiro. Até meus amigos de infância me chamam de gringo, e tentam me convencer que eu não entendo nada da vida no pais porque não moro lá. E no que saio pelo resto dos USA, ai que realmente eu sou um estrangeiro. Já visitei 26 dos 50 estados, e embora tenha sido bem vindo em todos, sempre me senti fora de lugar. NYC é realmente o único lugar que me sinto em casa. Sou Brasileiro, sou Carioca, sou o Marmanjo de Ipanema, mas acima de tudo, sou New Yorker.

    /Fugetaboutit

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  5. Vânia Diaz
    Jun 03, 2014 @ 12:53:45

    Vivo em New York a seis anos uma cidade multi cultural onde e encontrado pessoas de todo mundo com grande diversidade cultural.
    Como brasileira me sinto sempre uma representante do meu pais me tornei muito mais patriota morando fora do Brasil e também sinto isso na grande totalidade de brasileiros que vivem aqui este patriotismo nos faz exaltar a nossas origens vejo isso também nos meus amigos e nós seus filhos muitos adolescentes alguns nascidos no Brasil outros não estudantes regulares nas escolas nova-iorquinas dizendo com muito orgulho da sua origens brasileira falando português com família e amigos brasileiro quando estão em grupos e claro que a cultura americana vai entra também afinal eles vivem aqui faz parte da vida deles.
    Ser brasileiro em outro pais vai ser sempre diferente afinal sou imigrante vivo fora quando partimos não se consegue se levar tudo que gostamos e amamos mais vou administrando com idas e vindas afinal para mim “Ter saudade até que e bom e melhor que caminhar sozinho” Penhinha.

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  6. focuseducacional
    Jun 03, 2014 @ 12:59:00

    Viviane e Vera, obrigada por deixarem aqui a sua opinião.Vocês tem filhos? Se sim, eles falam Português? Como a nossa língua/cultura é introduzida ou passada aos seus pequenos? Eles já vieram ao Brasil ou o Português tem lugar apenas na oralidade e nas conversas informais em casa?
    obrigada, meninas!

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  7. Paula Visconti
    Jun 05, 2014 @ 00:25:02

    sou carioca da gema, nasci de frente para o mar, mergulhava nele todos os dias. amo calor, bafo quente, sol e praia. há dez anos, moro em Montréal, onde faz frio pacas! foi dureza, mas…
    eu e meu marido viemos pra cá por opção, temos um filho de sete anos. hoje em dia, somos brasileiros e canadenses (literalmente). mas sabe como me sinto? me sinto brasileira e imigrante! apesar de ser cidadã canadense, do meu filho ter nascido aqui e carregar as duas culturas nas costas, tenho a sensação de que serei sempre uma “imigrante”. já estou super adaptada, aprendi a gostar (e muito) de Montréal mas confesso que levou tempo: foi difícil demais aprender a lidar com a saudade da família, dos amigos e do Rio. mas, voilà! me acostumei e cá estou: sem vontade de voltar a morar no Rio, apenas visitar como turista.
    aqui em casa, só falamos português. fazemos o possível e o impossível para manter a língua viva (bem falada, bem pronunciada e bem escrita) pelo nosso filho. a cada ida ao Rio (fazemos questão de ir uma vez por ano!), trazemos livros, gibis e muitos souvenirs. assim, a Cidade Maravilhosa tá sempre presente entre a gente🙂

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  8. flavinha_v_p
    Jun 05, 2014 @ 20:20:10

    Oi, vim pra Flórida há quase 4 meses com minhas filhas de 7 anos. Elas ainda estão aprendendo o inglês e em casa o português sendo usado direto. Ainda brincam de escrever em português e incentivo isso. Também trouxe vários livros em português assim como pretendo sempre que for ao Brasil trazer mais.

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  9. Adriana
    Jun 06, 2014 @ 02:50:50

    Moro na Florida e tenho um filho de 6 anos. Em nossa casa é proibido falar inglês e faço de tudo para manter a cultura, a tradição, a comida, presentes em nossas vidas.
    Faço questão de ir ao Brasil todo ano e meu filho estuda em escola bilíngue inglês / português e tem muito orgulho em dizer a todos que já sabe ler e escrever letra cursiva, rs.

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  10. Patricia
    Jun 06, 2014 @ 14:27:32

    Sou brasileira decendente de japonês e casada com americano que fala português brasileiro. Moro no estado de Utah e tenho gêmeos meninos com 8 mêses. Um pouco de como cresci – como está estampado na minha cara a minha decendência, sempre me senti um peixe fora d’água porque eu não sou brasileira no Brasil, eu sou japonêsa – pelo menos na minha época de adolescente todos os japonêses brasileiros na minha escola eram tratados assim. Quando cheguei nos Estados Unidos, imagina a confusão. Japonêsa que fala português e é brasileira. Com essa confusão toda, foi bom eu ter vindo para os Estados Unidos porque percebi que sou BEM brasileira, e não japonesa. Conheci japonêses de verdade e meu comportamento, manerismos, jeito de vestir, etc é completamente brasileiro. Amo ser brasileira. Um país cheio de diversidade e cultura. Sou bem patriota e ainda tenho esperança que o nosso país vai ser melhor. Eu quero sim preserver minha cultura nas futuras gerações, então em casa, só falamos português. Principalmente porque eu quero que meus filhos conheçam as raízes deles. Como vão ser americanos e imersos na cultura americana, eu acho SUPER importante eles terem também a minha cultura. Afinal, eles são 50% eu. E fora que é importante eles aprenderem e entederem porque eles irão comer arroz e feijão quase todos os dias, porque que a mãe deles tem costumes diferentes das outras mães, porque que fazemos ceia de Natal na véspera à noite, etc. Meus pais também não falam inglês, como eles irão aprender da importancia da família e de respeitar os mais velhos se eles nem os entendem? Eu conheço pais que são os dois brasileiros e os filhos não falam português e eu acho isso uma tragédia e triste para os filhos, que não irão aprender 100% sobre seus pais. Por isso que meu marido e eu decidimos que quando nossos filhos estiverem maiores, eles irão para o Brasil frequentar a escola nem que seja por um ano só. E se haver immersion programs para o português onde formos morar, eles irão participar. Em casa será 100% português e iremos sempre falar dos feriados importantes no Brasil. É meu sonho ter meus filhos falando português como se tivessem nascido e crescido no Brasil.

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  11. celeste Figueiredo
    Jun 10, 2014 @ 23:58:25

    Eu sou mineira, 59, e vivo nos Estados Unidos ha 23. Eu tenho dupla cidadania, Meus documentos dizem que sou americana, mas sou brasileira e tenho orgulho disso. Gosto de falar um bom portugues e me irrita profundamente os brasileiros que moram aqui e maltratama nossa lingua! Eles curtem a musica, a comida, a cultura brasileira mas comportam como se a lingua, falada e escrita, nao fosse importante, porque agora “eles falam ingles (ou acham que falam)”. Enquanto eu luto para manter um portugues “limpo”, tambem me importo em melhorar o ingles, assim como meu frances. Comunicacao e importante! Adoro viajar e conhecer culturas diferentes da minha e quando estou viajando pelo mundo me sinto “embaixadora brasileira”, orgulho de divulgar nossa cultura. Fico triste qdo vejo tanto descaso entre os brasileiros que conheco aqui em Utah.

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  12. Raquel Dornelles
    Jun 13, 2014 @ 06:35:11

    Meu nome é Raquel, vivo como expatriada em terras árabes(Dubai) depois de 3 anos como expatriada em Houston. Mãe do Leonardo (8 anos) e do Lucas (3 anos). Como uma boa patriota, amo meu país e por onde passo tento mostrar um pouco da nossa cultura e a nossas qualidades, que são muitas.
    Nos Eua fiz grandes amigos brasileiros e quebrando os esteriotipos de que americano não se mistura, fiz bons amigos americanos. Aliás fiz bons amigos de todas as nacionalidades…
    Procuro sempre conhecer a cultura das outras pessoas, e acima de tudo respeita-la, mesmo que em algum momento não concorde com suas opiniões! É aquilo, respeitar pra ser respeitada! Isso sempre funcionou…assim ganhamos o respeito e o carinho das pessoas!
    Estimulo meus filhos a agirem da mesma forma!!!
    Penso que toda cultura é uma forma de crescimento e procuro assimilar tudo de bom que ela tem e acima de tudo crescer com as experiências ruins! Tudo vale uma reflexão…
    Hoje, em terras árabes, tenho crescido bastante com a cultura deles, e posso afirmar, mesmo com tão pouco tempo, que temos uma visão muito diferente do que “ouvimos” por aí…
    Vejo como uma oportunidade única viver em outro país, é uma escola de vida e aprendizado, fora dos bancos escolares…quem sabe aproveitar o lado de bom das oportunidades e experiências que vivemos em outro país, a vida fora como expatriada é proveitosa…
    Mas vamos falos dos contras???
    O que mais pesa é estar longe da nossa família e dos nossos amigos de uma vida inteira, a saudade passa a ser uma companheira constante, deixamos um pedaço do nosso coração por onde passamos! Fica sempre uma sensação de que estamos incompletos, mas acho que até disso, tiramos proveito e crescemos, pq aproveitamos com mais intensidade os momentos que estamos juntos!
    Quanto ao nosso português, dentro de casa, só dá ele!!! Ah e nisso está incluído nosso bom e velho arroz com feijão…rs!!! Inglês??? Só na escola e na rua…
    Sei lá, espero estar no caminho certo…

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  13. JB Souza
    Jun 19, 2014 @ 12:20:17

    Vivo nos Estados Unidos a mais de 30 anos, Ja morei en NY,Texas e agora na Florida. Como outros ja falaram, tambem me sinto as vezes expatriada, quando vou ao Brasil dizem que pareco gringa, qdo estou aqui sem duvida nao sou americana.. apesar de ter dupla cidadania, ou seja americana no papel! Vale pra aposentadoria!!🙂 Me orgulho de ser brasileira, vim para ca por opcao, estudei, casei, e divorciei. Fiz excelentes amizades, tenho um bom trabalho e nao me arrependo. Conheco bem os Estados Unidos, assim como tb viajo bem pelo Brasil. Sinto muitas saudades de minha familia e meus amigos e pretendo me aposentar e voltar pra casa!!! Em relacao a crianca nao tive filhos, mas tenho uma sobrinha que a filhinha de 3 anos, fala e entende porquegues e ingles perfeito, ela e o marido americano, fazem questao de ensinar as duas linguas, e a cultura. Eu acho perfeito uma excelente criacao. A crianca ja sai 60% a frente. Digo como educadora e recursos humanos.

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  14. suzana
    Jun 23, 2014 @ 20:50:08

    Sou brasileira e americana, professora de ingles, espanhol e, de quando em vez, portugues para estrangeiros. Me casei com um americano que aprendeu um pouco do meu idioma original. Ele era professor de ingles como segundo idioma Moramos no Japao, aonde aprendi muito o japones, ainda que tenha me esquecido de quase tudo. Depois que nasceram meus dois filhos, vivimos todos no Oriente Medio, por seis anos. Isto foi antes do fenomeno da Internet. Eu passava tres meses de ferias no Brasil, e levava comigo as antigas “cartilhas” de alfabetizacao. Quando eles ja estavam lendo em ingles, eu comecei o precesso de alfabetizacao em portugues. Hoje, um deles eh formado em “Modern Languages- English/Spanish”, o que o descreve como “tri literate”. O outro nao fala bem o espanhol mas eh totalmente bilingue, como tambem le e escreve razoavelmente bem o portugues. Nao foi nada facil, houve um periodo de certa rebeldia por parte deles, nao tanto quando viviamos no Oriente Medio, mas quando regressamos aos Estados Unidos, aonde eh conhecido um determinado “preconceito e estigma” ao uso de outros idiomas que nao seja o ingles. Eles agora me agradecem, claro, pela nao desistencia de “abrir” horizontes da cultura brasileira com suas misturas de idiomas e outras culturas que formaram a nossa. Esta era a minha intencao e jamais me arrependi. Eh uma pena, que com amigos e conhecidos do Brasil, praticamente nao veja nada parecido. Meus filhos usavam este fenomeno chamado “cross switching”, quando misturavam os dois idiomas na mesma conversa, o que eh muito comum em verdadeiros bilingues. Nunca mais presenciei o mesmo com outras criancas, filhos de conhecidos. Uma pena! Nao saber um idioma eh perder toda uma chance de conhecer toda uma cultura.

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