A educação é um negócio e a escola é uma empresa

professional No Brasil temos basicamente 3 tipos de escolas: escola pública, escola confessional(religiosa) e escola particular. e por motivos diversos ( e confesso que para mim difíceis de entender), temos muita dificuldade de utilizar termos como empresa e cliente quando nos referimos às escolas.Sinto que há uma espécie de confusão,tanto por parte dos pais (clientes externos), quanto dos professores (clientes internos) e gestores( empresa). A ideia que prevalece em todos os casos é a de que ensinar é uma vocação, uma missão de vida, algo que beira o sagrado.

Concordo que é preciso ter vocação para ensinar ( assim como em qualquer profissão),mas também é preciso ter técnica. Sim, ensinar é uma missão,mas é também uma profissão. É a profissão que garante a sobrevivência e o sustento de professores, gestores e donos de escolas ( no caso das particulares). A dificuldade de enxergarmos a escola como uma empresa se reflete na falta de profissionalização dos professores e gestores, na baixa valorização dos profissionais e principalmente na dificuldade de atribuirmos a elas e a estes profissionais a obrigatoriedade de cumpri metas e objetivos como em qualquer outra empresa.

A educação é dever do estado e deveria ser oferecida a todos de forma pública e de qualidade. Mas mesmo assim ela deveria ser vista e tratada como uma empresa a partir do momento em que sua gestão e gerenciamento é feito através dos recursos públicos captados. Infelizmente a educação do nosso país não é assim. Há tempos o governo sucateou a educação pública e privilegiou as escolas particulares. e, se existe um mercado e alguém que atenda as demandas deste mercado, que mal há? A educação é sim um negócio e a escola é sim uma empresa. E como tal precisa ser cobrada.

Os pais precisam para de apenas reclamar dos valores das mensalidades , investir na escola que desejam ( e que caiba no seu bolso) para seus filhos e cobrar pela qualidade dos serviços que estão contratando. e se não puderem pagar,então devem procurar as escolas públicas e mesmo assim cobrar pela qualidade dos serviços que, embora de forma indireta, também estão pagando. Os professores também precisam parar com esse “mimimi” de achar que não devem ser cobrados ou avaliados, se despir deste véu de ‘caridade” e começar a se valorizar profissionalmente e a aceitar as cobranças que estão por traz desta valorização do profissional da educação. E as escolas, ah as escolas, estas precisam parar de se lamentar e de achar que o serviço que prestam é uma favor frente ao caos da educação pública. precisam ser honestas e admitir que o serviço que prestam é um negócio que, como qualquer outro, requer investimento, planejamento e estratégias. E, acima de tudo,precisam entender que o maior investimento a ser feito é no professor. Contrate apenas os melhores e pague pelos melhores. Invista em formação, mas deixe bem claro ao professor que o maior responsável por sua formação será ele mesmo.

Precisamos enquanto escolas e professores aprender a cobrar pela qualidade e profissionalização dos serviços que oferecemos. Experiência conta, formação acadêmica conta e resultados também contam. E quem quiser que corra atrás ou procure uma instituição de caridade.

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