..e nós ainda nas aulinhas de inglês !

multilinguismo

A maioria da população mundial é multilíngue. 2/3 das crianças do mundo crescem em ambientes multilíngues. Na Europa, 54 % da população é capaz de manter uma conversa em uma língua diferente de sua língua materna. Em tempos de globalização, enquanto o mundo percebe que “apenas o inglês já não é suficiente”, em terras brasileiras pesquisas ainda apontam que “Brasileiros falam inglês de qualidade muito baixa” ou “ Nível de inglês de brasileiro é considerado muito baixo em ranking”.

Enquanto diversos países reconhecem a importância de formar uma população multilíngue afim de ter sucesso em um mundo globalizado, para uma cidadania global, diplomacia, segurança, relações internacionais e ainda criar uma força tarefa para atuar com eficiência nos setores do comércio e investimento, nossas escolas ainda discutem os benefícios e tratam como diferencial “as aulinhas de inglês”.

Pesquisas recentes desafiam antigos pré-conceitos de que “ adultos aprendem mais rápido, crianças aprendem melhor” e provam que alunos que iniciam a aprendizagem de um novo idioma na fase adulta podem sim se tornar totalmente fluentes. Na verdade nunca é muito tarde ou muito cedo para se aprender uma língua. Entretanto, é preciso reconhecer que existem diferenças e variações no processo de aquisição do idioma características da idade e que precisam ser levadas em consideração no desenvolvimento de estratégias pedagógicas.

As crianças apresentam maior facilidade para lidar com questões de pronúncia, são menos “conscientes” a respeito das questões da linguagem, menos ansiosos e por conseguinte utilizam uma abordagem mais intuitiva e estão mais propensos a utilizar linguagens “estereotipadas” que acabam ajudando a criar um discurso mais natural e idiomático. Por outro lado, os adultos desenvolvem melhor o diálogo, tem um conhecimento de mundo maior – o que ajuda na construção do idioma, tem acesso a diferentes estratégias de aprendizagem, mas geralmente adquirem a nova língua em pequenas unidades e via de regra recorrem a gramática para “reconstruí-la” o que tende a levar a uma fala menos natural.

Programas de imersão são muitas vezes citados como a solução ideal, mesmo para adultos. Estes programas tem sido adotados por diversas escolas e muitas vezes são anunciados como a “única forma possível de bilinguismo”, pois recriam um “ambiente natural e propício” a aquisição do idioma. Embora excelentes, os programas de imersão não estão acessíveis a todos, demandam outras questões e por isso não podem ser vistos como uma solução viável para ser aplicada imediatamente a todo o sistema educacional. Como opção o CLIL, ou Aprendizagem Integrada de Conteúdos Através de uma Língua Estrangeira , vem ganhando cada vez mais credibilidade e sendo adotado em escolas de diversos continentes.

A próxima edição da BP, Revista Boas Práticas-Educação Sem Fronteiras, está quase saindo do forno e está repleta de matérias sobre bilinguismo. Pra quem não conseguiu ter acesso a primeira edição, ela já está no site em versão digital e pode ser impressa aqui.

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