Social Learning e Social Media: Você Sabe a Diferença?

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Os trabalhos em grupo ou o conhecimento compartilhado fazem parte do processo educacional desde a Grécia antiga, se não forem ainda anteriores. Mas em um mundo altamente colaborativo como o que vivemos hoje, onde as respostas para as mais diversas perguntas podem estar a apenas um click de distância, podemos afirmar sem sombra de dúvidas que esta abordagem está cada vez mais atual e se reinventa a todo instante. Novas tecnologias e “comunidades online” certamente estão mudando o significado de “ser social” e criando novas definições para os termos ensinar e aprender.
Pais e educadores enfrentam agora o desafio de lidar com a primeira geração de crianças e adolescentes que cresceram em um ambiente conectado digitalmente e é através deles que acharemos um caminho para a educação do século 21. Educação esta que certamente incluirá as plataformas sociais de aprendizagem. Mas você sabe a diferença entre Aprendizagem Social e Mídia Social?
Bom, para começar Social Learning e Social Media são tão parecidos quanto French Fries(batata frita) e French Toast( rabanada) em inglês. Ou seja, embora deliciosos são totalmente diferentes. Mídias e redes sociais como Facebook,Twitter, Linkedin ou Pinterest tornaram mais fácil e interessante a conexão entre pessoas, assim como o ato de compartilhar informações e se relacionar. Mas a utilização destas plataformas por si só nas salas de aula não garante um ambiente de aprendizagem social de aprendizagem.
Segundo Tom Spiglanin, designer e estrategista de aprendizagem, as mídias sociais e as plataformas sociais de aprendizagem existem separadamente, ou seja, independentes umas das outras, embora as mídias sociais podem ser utilizadas como suporte para as plataformas sociais de aprendizagem. Em outras palavras, as mídias sociais dizem respeito as ferramentas enquanto que as plataformas sócias de aprendizagem estão relacionadas ao ato em si. Mas de uma coisa ninguém duvida: as redes sociais e outras mídias facilitam novas conexões permitindo que os alunos ultrapassem e rompam as barreiras e limites do conhecimento apresentado nas salas de aula físicas, facilitando as discussões informais e a colaboração que são as chaves para a criação de um ambiente social de aprendizagem.
Mas e quanto aos professores? Será que a aprendizagem social é apenas para os alunos? Por aqui(na Focus) temos pensado bastante sobre isto e o assunto tem servido de guia para a elaboração do novo site que ficará pronto em breve. E chegamos a conclusão de que SIM,a aprendizagem social está revolucionando a experiência dos alunos, mas é também uma ferramenta poderosa para os educadores. Pensamos nos impactos positivos quando os professores interagem com os alunos através da tecnologia mas acabamos negligenciando que os mesmos benefícios existem quanto ao desenvolvimento profissional destes professores. Já encontramos diversos educadores pelo mundo a fora defendendo a ideia de que a aprendizagem social pode ajudar os professores a construir e a desenvolver o conjunto de habilidades necessários a profissão. Peter DeWitt,um diretor de escola primária do estado de Nova York afiram que “ compartilhar as melhores práticas é um dos componentes mais importantes de qualquer curso de formação em serviço ou profissional”.
As redes e comunidades de formação online poderão em breve substituir os tradicionais encontros presenciais e facilitar ao professor o acesso a informações e práticas adotadas pelos melhores sistemas educacionais do mundo. A formação de networks e o crowd-sourcing na internet poderiam ajudar a melhorar os velhos “cursos de formação e capacitação de professores” na medida em que os feedbacks direcionados e em tempo real costumam ser mais eficientes do que os longos encontros presenciais com todos os professores, principalmente se levarmos em consideração que nem todos os assuntos abordados interessam ou dizem respeito de forma igual a todos os professores. Mas porque toda a abordagem ainda é nova (especialmente nas escolas brasileiras) e como em todo novo sistema abusos e excessos são possíveis de acontecer, muitas escolas ainda questionam o fato de permitir ou não o acesso dos professores ao Facebook ,Twitter e outros durante o horário escolar. Por isso, em nosso novo site, estamos criando uma área restrita que permitirá aos educadores, pais e escolas cadastradas, participar de discussões, forums ,colaborar uns com os outros e ter acesso a atividades e planejamentos compartilhados, fornecendo um hub seguro para a troca de conteúdos e informações.
Mas nada disso é novidade para quem nos acompanha desde o início e vem aos poucos conhecendo o nosso trabalho. Prova disso foi o lançamento da revista “Boas Práticas, Educação Sem Fronteiras” , lançada em setembro na Bienal do Livro de Niterói e distribuída gratuitamente a todas as escolas e professores que se interessaram (por falar na revista, ela agora é digital e também estará disponível no novo site).
E seja se você está apenas começando a explorar e a conhecer novas metodologias e ferramentas ou procurando aperfeiçoar suas práticas, saiba que nós queremos ouvir sobre qualquer experiência que você tenha tido com as plataformas sociais de aprendizagem.

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