O exame de PISA e o papel do professor

O PISA ou Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, consiste em testes padronizados aplicados a cada 3 anos a alunos de 15 anos de países membros ou parceiros da OECD, entre os quais está o Brasil. O PISA procura medir a capacidade destes joves para usarem os conhecimentos que têm de forma a enfrentarem os desafios da vida real, em vez de simplesmente avaliar o domínio que detêm sobre o conteúdo do seu currículo escolar específico. O PISA teste os alunos em suas habilidades de leitura, matemática e e ciências. O último PISA foi realizado em 2009 e tinha como foco principal avaliar as habilidades de leitura e compreensão dos alunos ( Reading Literacy). De acordo com os resultados divulgados Ainda há incontáveis desafios e exatamente 52 países a serem superados para que o Brasil ocupe a melhor posição na educação mundial. Em 2009, dos 65 países avaliados nas três áreas de conhecimento , o Brasil ocupou a 53ª posição, com 401 pontos, muito próximo, por exemplo do Cazaquistão (399). O primeiro lugar ficou com a China (feita só em Xangai), que conquistou 577 pontos e o último, com o Quirziquistão (325 pontos). No Brasil, a avaliação foi feita em 20 mil alunos de todos os estados.

Embora o o governo tenha comemorado a posição do Brasil, tendo como base uma outra tabela, que analisa a melhora de pontuação desde a criação do sistema, em 2003 e mostra que o Brasil foi o terceiro país com a maior evolução no programa, com uma diferença de 33 pontos entre os quatro exames, ao lado do México,Chile e Turquia , ainda estamos bem longe da média estipulada pela OECD. Só para vocês terem uma idéia, aproximadamente 60% dos nossos alunos obtiveram na avaliação de leitura e compreensão resultados abaixo do Nível 2 .

O Nível 2 é considerado um nível básico de proficiência, no qual os alunos COMEÇAM a demonstrar as habilidades de leitura necessárias para participar de forma eficaz e produtiva na vida. Os alunos que não alcançam o nível 2 têm dificuldade de localizar informações básicas nos textos, fazer comparações ou contrastes em torno de um único assunto, compreender informações que não sejam não é proeminentes, ou fazer conexões entre o texto e o seu conhecimento prévio, utilizando suas experiências e atitudes pessoais.

Ainda segundo o “PISA in FOCUS” uma publicação educacional mensal , alunos que frequentaram a Educação Infantil por mais de 1 ano conseguem, em média, uma pontuação de 54 pontos a mais do que aqueles que não freqüentaram a educação infantil, ou seja uma vantagem de aproximadamente 1 ano escolar.

A reportagem de capa da revista Educação de junho mostra um dado alarmante :”Entre 84% e 89,2% dos professores acham que os problemas de aprendizagem decorrem do desinteresse e da falta de esforço do aluno, sendo que 80% os creditam ao ‘meio em que o aluno vive'”, relata a matéria. Será mesmo que estes professores acreditam que o “fracasso escolar” que vivemos é culpa somente dos alunos, dos baixos salários, das salas lotadas…acho que está na hora de professores, dirigentes e governantes fazerem uma “mea culpa” e começarem a refletir sobre a NOSSA parcela de culpa nestes resultados.

Para refletir: “Quando plantamos alface e ela não cresce bem não pomos a culpa na alface. Investigamos os motivos que a levaram a não se desenvolver. Pode ser que ela precise de mais adubo, mais água ou menos sol. Nunca pomos culpa na alface.” (Do livro “Paz a Cada Passo” – Thich Nhat Hanh)

Fonte: http://www.pisa.oecd.org

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